Francesco Manno e Frazier: o Cane da Presa antes do Cane Corso moderno
Antes de existir um padrão oficial e uma denominação definitiva, o antigo molosso italiano já sobrevivia nas fazendas, vilarejos e áreas rurais da Campânia, preservado por homens que conheciam profundamente suas qualidades de trabalho.
Na imagem histórica, vemos Francesco Manno (Zì Francisco) ao lado de Frazier, filho de Masaniello della Montagna, um dos cães considerados fundamentais na preservação das antigas linhagens do molosso italiano.
Naquela época, esses cães eram conhecidos principalmente como Cane da Presa ('O Cane 'e Presa, no dialeto napolitano), uma denominação ligada à sua função tradicional de guarda, proteção e manejo. Com o passar dos anos, esse patrimônio canino passou a ser identificado também como Mastino Napolitano e, posteriormente, como Cane Corso, conforme a evolução da cinofilia italiana e a organização oficial da raça.
Frazier representa uma geração de cães preservados quando a seleção era baseada principalmente na funcionalidade, rusticidade e capacidade de trabalho.

Ficha Histórica
Localidade: Campânia, Itália (região do Vesúvio e áreas rurais napolitanas)
Período histórico: segunda metade do século XX (décadas de 1960–1970)
Criador: Francesco Manno (Zì Francisco)
Exemplar histórico: Frazier
Ascendência: Filho de Masaniello della Montagna (Masaniello d'a Muntagna), descendente da antiga seleção de cães de presa italianos mantidos nas áreas rurais da Campânia
Tipo funcional: antigo Cane da Presa italiano ('O Cane 'e Presa), molosso de trabalho utilizado para guarda, proteção, manejo e defesa patrimonial
Importância histórica: Representante das antigas linhagens de molossos italianos preservadas fora dos registros oficiais, antes da padronização moderna do Cane Corso
Nomenclaturas históricas associadas: Cane da Presa, Mastino Napolitano e, posteriormente, Cane Corso
Acervo Cane Corso – Casa di Cane